[Especial Clássicos da Literatura] Til- José de Alencar


"Segredos antigos, desencontros amorosos e renúncias estão presentes neste destacado romance regionalista, de 1872, em que Alencar documenta o cotidiano numa fazenda paulista do século XIX. Til é o apelido de Berta, a heroína capaz de imensos sacrifícios por um ideal."



Título: Til 
Autor: José de Alencar 
Editora: L &PM Pocket 
Lançamento: 2012 
Páginas: 240 
ISBN: 9788525426192



Muito vale a leitura 



Primeiramente, antes da leitura, devemos derrubar essa barreira e acabar com todo o preconceito sobre os temidos clássicos da literatura, principalmente os que são pedidos para vestibulares, como os da Fuvest e da Unicamp. Til no caso, é pedido de ambos. 

Inicialmente, como a maioria dos livros de época, tem um início monótomo e de aparência vagarosa e chata. Porém, engana-se quem acha que Til, é assim. Não digo, que inicialmente ele não seja, tornando a leitura difícil de se deslanchar, mas sim, que a obra como um todo, é uma grande surpresa para os desacreditados de tais livros, ou que simplesmente julgam tal, por ser literatura nacional. 


Alencar, nos encanta com uma obra muito bem feita e perfeitamente esculpida, mas, para percebemos isso, devemos como havia dito, derrubar o preconceito cultural de tais ideais, e aceitar que a escrita de época, claramente é um pouco mais difícil de "se levar", só depois disso, ao lermos iremos conseguir apreciar tal obra rica de conhecimento cultura e regional, tanto negativamente como positivamente. 

Com uma escrita primorosa, e complicada, como de praxe de obras que se encaixam no romantismo, devido a época, e a linguagem padrão das obras. Em meio a um ambiente muito dramático e onde muitos valores são colocados a mesa, somos primeiramente apresentados, a um casal de irmãos de criação, Berta(Inhá ou Til) e Miguel. Toda obra gira em torno dessa moça inteligente, graciosa e bela, Berta, com origem desconhecida, até para ela, que foi adotada por nha Tudinha, uma viúva mãe de Miguel. 
Vivem em uma pequena casa, próxima a grande fazenda de Palmas, do rico fazendeiro Luis Galvão, um típico anti-heróis de época, passivo que desde a juventude teve muitas aventuras amorosas.
É casado com dona Ermelinda, uma elegante senhora da alta sociedade, com quem teve dois filhos, Linda e Afonso. Além de um sobrinho(Bras), o qual divide sua criação, mas que possui problemas mentais e emocionais, que acabam por levar a exclusão perante alguns parentes. 

O livro em si, partilha inúmeros romances juvenis, onde a narrativa gira em torno de Berta, a qual sempre quis saber mais a fundo os mistérios de sua origem, a qual levou a loucura Zana, uma senhora da qual ela cuida. Til, é também, a única que desperta um sentimento puro e bom em Bras, mas não pode corresponder, o ajudando de outra forma, lhe instruindo. Porém, o grande personagem que acaba digamos assim, roubando a cena, é "Jão" Fera, um matador de aluguel, o qual Alencar caracterizou como robusto, e "capanga" de época, porém da classe.

O livro é narrado em terceira pessoa, dividido em duas partes com características gritantes do romantismo;o nacionalismo,sentimentalismo e até a idealização de alguns personagens. 


Enfim, a cada leitura de tais clássicos, seja por provas ou não, percebo que devemos exaltar as grandes obras nacionais, e antes de julga-las lê-las, para ao menos, podermos criar críticas construtivas sobre as mesmas.


Boa leitura!




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